O Brasil sofre por ter uma democracia que não funciona. Financiamentos milionários de campanhas e aparelhamento do Estado com os partidos políticos criam um cenário ideal para a proliferação da corrupção.

O problema reside na falta de representatividade do político Brasileiro, pois esses após eleitos, servem a partidos e financiadores de campanhas, geralmente grandes empresas.

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A democracia constitucional determina que o poder é do povo e deve ser exercido por meio de representação. Assim parece razoável que a parcela da população que consegue eleger seu representante, permaneça com o poder de decisão da atividade mandatória do político e esse deve ser muito mais servidor que autoridade. Aliás, com o processo decisório transferido para um grupo de eleitores a probabilidade de atividades corruptas diminui muito, já que um corruptor precisaria corromper muitos para se locupletar.

Esse Movimento Governo Coletivo é um movimento porque reúne pensamentos e iniciativas de vários cidadãos brasileiros. Nas eleições de 2014 já apareceram diversos candidatos com essa iniciativa: de transferir aos seus eleitores o processo decisório e abrindo a atividade legislativa para a participação popular. Essas iniciativas convidam a população interessada e especializada a compor comissões e atribui o status de co-deputado ou co-vereador aos eleitores. Veja um exemplo de candidato no vídeo abaixo, o candidato Leonardo Secchi tentou se eleger com essa nova proposta e conseguiu muitos votos. Mas o movimento só ganha força com a sua mobilização. Em 2016 poderemos ter os primeiros mandatos coletivos do Brasil.

A provocação desse Movimento Governo Coletivo é que você realize essa transformação na democracia brasileira apenas escolhendo candidatos em seu município ou estado que transfiram o controle do mandato aos seus eleitores. A internet tem mudado nossas vidas com soluções como Whatsapp, Uber ou Easy Taxi e nós também podemos usar a internet para melhorarmos o Brasil. Participe desse movimento se candidatando a mandatos coletivos ou apoiando esses mandatos. Cadastre-se em http://governocoletivo.com.br/registrar/ .

O nosso manifesto, que ainda está em construção e você pode colaborar, resume algumas opiniões dos apoiadores do movimento:

  1. Estrutura política atual é incapaz de promover transformações no Brasil e caminha para um estágio de deteriorização;
  2. Ha um absolutismo no poder dado a um político devido à alta concentração do processo decisório aos parlamentares e governantes;
  3. Não há esperança nos políticos que estão ai, pois o sistema de financiamentos de campanhas pressupõe que a representação do poder é feita pelas grandes empresas e não a população;
  4. A intervenção popular é um caminho de resgate de rumo do país e de expurgação da classe política da velha política;
  5. A participação popular é o preço a ser pago para o combate a ineficiência e corrupção;
  6. É muito mais difícil a corrupção de um grupo que a corrupção de um indivíduo e a tecnologia auxilia essa ruptura da política;
  7. A tecnologia nos permitiu invenções como Whatsapp e Easy Taxi ou Uber;
  8. Todo poder emana do povo e em seu nome deve ser exercido significa dizer que um representante é um procurador do povo e portanto deveria tomar as decisões orientadas pelos mandantes;
  9. Não voto em candidato que o cargo é do partido ou de financiadores de campanha. O meu candidato será submisso à vontade dos eleitores que o elegeram. Isso é a democracia representativa;
  10. Nós bancamos tudo aquilo que é público ou do Estado e porque daríamos o controle daquilo que somos donos para os políticos? Chega!! Nós somos o dono desse lugar e os políticos a partir de agora não serão mais autoridades burguesas, serão nossos servidores. Vote em candidatos comprometidos com o Governo Coletivo.
  11. Enfim, a ideia é simples: em vez de você votar num político tradicional ou um político que você conheça ou ainda que foi indicado por um conhecido, você votará em você mesmo, porque agora você será um covereador. Modelo de representação em que um candidato se compromete a submeter todas as suas ações legislativas à vontade do grupo de eleitores que o escolheu. Você e o seu grupo é que decidirão sobre projetos de leis e outras deliberações.

A música “Chega!” de Gabriel o Pensador representa algumas dessas ideias. Confira: