Para auxiliar a população de Salvador a escolher seus candidatos a vereador em 2016, o Movimento Governo Coletivo em Salvador fez uma análise sobre os vereadores atuais de Salvador- BA sob a perspectiva da produtividade legislativa.

VOTE-ranking-politicos-salvador

O Índice de Produtividade Legislativa (IPL) leva em consideração apenas as proposituras de leis. Leis que criam datas comemorativas, reconhecimento de instituições como instituições de utilidade pública ou atribui nomes de ruas tem peso 1 e projetos destinados a atribuir um interesse coletivo difuso possui peso 10. A nota também leva em consideração a produtividade média por ano.

Isso é importante, porque TODOS OS VEREADORES ATUAIS SÃO CANDIDATOS À REELEIÇÃO. E por terem obtido mais “fama” em função dos seus mandatos saem na frente na disputa pela vaga em 2017, são favoritos em serem os mais votados.

ranking dos vereadores de salvador

 

Se analisarmos, por partido, excluindo a maior e a menor pontuação, para não influenciar na média, temos o seguinte ranking:

ranking por partidos

Embora, provavelmente esses candidatos à reeleição sejam os mais votados, Salvador possui a característica de não conseguir eleger sequer um vereador com seus próprios votos. Isso porque os partidos abusam da quantidade de candidaturas, para que os votos nas candidaturas menores componham os votos que elegerão os figurões dos partidos.

O Movimento Governo Coletivo defende a não reeleição, como uma forma que permite as mudanças necessárias na política. Entendemos que o sistema político atual impede que pessoas comuns ascendam na política em função da repetição dos “profissionais políticos” que não querem “largar o ossso”.

A nossa análise sobre a produtividade legislativa concluiu que poucos vereadores contribuíram com leis que afetassem os 5 grandes problemas de Salvador que são emprego, saúde, educação, transporte público e segurança.

O vereador Hilton Coelho (PSOL) foi o único a propor projetos que afetariam cada um dos 5 temas prioritários de forma significativa.

O vereador mais produtivo, segundo os critérios do índice IPL, foi o Marcell Moraes (PV) que apresentou uma quantidade de projetos 5 vezes superior ao segundo colocado, mas Moraes se restringiu a propor Leis ligadas aos direitos dos animais e à sustentabilidade ambiental.

Os vereadores com os piores desempenhos foram o Atanazio Julio (PSDB) e Pedrinho Pepe (PMDB). Atanázio se deteve a produzir em 2 anos apenas uma proposta que “Renova a utilidade pública municipal da Associação de Cultura e Arte CULTURARTE”, uma formalidade para manter incentivos fiscais à entidade.

Já o segundo pior, Pedrinho Pepe (PMDB), em 4 anos, ou deu nome a escola e rua ou concedeu título de utilidade pública a instituições, ou ainda, criou “um dia municipal da Ordem DeMoley”. A Ordem DeMoley parece ser uma associação religiosa a qual o vereador deve fazer parte.

pedrinho pepe

Aliás, as proposituras de leis favorecem muitas instituições religiosas em Salvador, ou atribuindo isenção tributária ou indicando nome de pastores e apóstolos a logradouros públicos. Essa foi a atenção integral que o vereador Heber Santana (PSC) prestou em 2016:

heber santana 2016

Teve vereador como o Isnard Araujo (PHS),  legislando até sobre o funcionamento interno de templos religiosos com a proibição do uso de celulares nesses lugares. Além disso criou o dia do “obreiro aprovado”. O que será isso?  Será que é pra isso que pagamos altos salários aos nossos vereadores?

PLE-15/2015  - Proíbe o uso de aparelhos celulares e congêneres no interior dos templos religiosos no Município de Salvador, e dá outras providências.

PLE-901/2013 – Institui e inclui no calendário oficial de Salvador o Dia Municipal do Obreiro Aprovado.

As outras proposituras desse vereador atribuíam isenção tributária a igrejas pentecostais.

A vereadora Catia Rodrigues, também do PHS, se cuidou a criar uma lei deu prioridade processual das ações de imunidade tributária de templos religiosos (PLE-47/2014).

O nosso movimento, defende que isenções tributárias, que são perdas financeiras para o Estado, deve provocar uma provocar uma compensação econômica ou social. Será que são realizadas auditorias nessas instituições religiosas para a apuração dessas contribuições? Por quê não dar incentivos fiscais a pequenos empreendimentos que contribuem de forma acentuada para a geração de empregos?

O nosso movimento apoia a primeira candidatura coletiva de Salvador. Trata-se da candidatura coletiva e colaborativa 18018. Saiba mais em www.facebook.com/groups/covereadores

Imagine se um político tivesse que obedecer ao que decidirmos numa rede social. Essa é a ideia da candidatura coletiva:

 card covereadores

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